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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pneumonia

    A pneumonia é uma infecção nos pulmões. Ela pode ser causada por vários microorganismos diferentes, incluindo vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Os casos mais complicados da doença podem levar à septicemia, uma infecção generalizada do organismo, e culminar na morte do paciente.De acordo com a OMS, a pneumonia é um dos problemas mais passíveis de solução no cenário da saúde global. Ainda assim, uma criança morre pela infecção a cada 20 segundos.


Como a pneumonia é transmitida? 
A transmissão da pneumonia é muito variável, mas pode ocorrer por via aérea, por via hematológica (sangue) e por aspiração. 

Quem está sujeito a contrair essa doença?
Toda a população, mas em especial crianças menores de 5 anos e adultos com mais de 50. Isso acontece porque as crianças pequenas possuem um sistema imunológico imaturo, que ainda não é capaz de lidar com alguns germes. Já as pessoas mais velhas, mesmo saudáveis, têm o sistema imunológico com menor capacidade de resposta a infecções. Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, câncer, insuficiência renal também estão mais sujeitas, além de pacientes com o sistema imunológico comprometido por outras doenças. Fumantes também têm mais propensão a contrair doenças pneumocócicas. 

Quais são os sintomas da pneumonia?
Febre alta, tosse, dor no tórax, alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de cor amarelada ou esverdeada, toxemia — provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue — e fraqueza são os sintomas da pneumonia. 

Como é o diagnóstico de uma doença pneumocócica?
O diagnóstico é feito através da suspeita clínica, exame físico, realização de hemograma, Raio X de tórax e dosagem do PCR no sangue. Dependendo destes resultados, exames mais específicos podem ser necessários, como tomografia de tórax, hemocultura e exame de 
escarro.


Raio- X de pulmão comprometido por pneumonia

Como se prevenir da doença?
A prevenção se faz com a vacina antigripal, porque a gripe pode facilitar a ocorrência de pneumonia bacteriana e, em casos indicados, o uso da vacina antipneumocócica.

As doenças pneumocócicas são tratáveis?
Sim, mas o Streptococcus pneumoniae é bastante adaptável e pode desenvolver resistência aos antibióticos, obrigando os médicos a utilizarem tratamentos diferentes. O risco é que a bactéria fique resistente até mesmo aos antibióticos de última geração. Por isso, a imunização é a melhor forma de prevenção, pois ajuda a evitar a proliferação do Streptococcus pneumoniae. Estima-se que 40% dos pneumococos são resistentes à penicilina.
Por este motivo, é fundamental que se siga exatamente o tratamento médico. Ele sabe qual antibiótico usar e a dosagem necessária. A automedicação ou interrupção do tratamento pode colocar a vida do paciente em risco.
Que complicações podem ocorrer com uma pneumonia?
As complicações mais graves da pneumonia podem ser a septicemia (infecção no sangue que se caracteriza pela rápida multiplicação de bactérias e pela presença de toxinas), o derrame pleural com empiema (acumulação anormal de líquido na membrana que envolve o pulmão com presença de pus) e o abscesso pulmonar (necrose do tecido pulmonar e formação de cavidades contendo resíduos necróticos ou fluido causado por infecções microbianas)
ATENÇÃO!
Todos precisam se imunizar. Mesmo quem não está nos grupos de risco deve se proteger. Vacinadas, as pessoas ficam menos vulneráveis ao contágio de várias doenças. E vacinação significa proteção individual, mas também coletiva, pois quanto menos pessoas adoecem, menor é a possibilidade de transmissão e mais saudável ficará a comunidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde têm uma lista de vacinas recomendadas, mesmo na idade adulta.

Referências:
CAMPANHA PREVINA-SE. Doenças Pneumocócicas: Saiba o que são e como se proteger. Disponível em: <http://www.campanhaprevinase.com.br/content/doencas-pneumococcicas> acesso em: 16/12/2013

ESTADÃO/SAÚDE. Pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de 5 anos. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pneumonia-e-a-doenca-que-mais-mata-criancas-menores-de-5-anos,959326,0.htm> acesso em: 16/12/2013


HOSPITAL MADRE TERESA. Dia Mundial de Combate à Pneumonia: Saiba como Tratar e Prevenir a Doença. Disponível em:< http://www.hospitalmadreteresa.org.br/hmt/destaque.aspx?id_destaque=16> acesso em: 16/12/2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Seminário de Medicina Tropical do Estado do Tocantins

    Na última quinta-feira (05/12) aconteceu na FUNTROP em Araguaína o Seminário de Medicina Tropical do Estado do Tocantins, esse seminário teve como finalidade a discussão em Doenças Tropicais e suas linhas de pesquisas.
      Além da UFT instituições como a UnB, Hospital de Doenças Tropicais do Amazonas, Fiocruz, Instituto Evandro Chagas, UFG, USP, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Universidade Federal do Pará (UFPA) foram convidadas para a discussão de pesquisas e projetos em Doenças Tropicais.
      Os principais temas abordados foram Chagas, Toxoplasmose, Malária e Leishmaniose Visceral. E em meio a mesas redondas houve um tempo reservado para a apresentação de ligas em doenças tropicais, e a LAIA estava presente.
  


Drª Rosângela Ribeiro apresentando o presidente da LAIA Samuel Figueiredo

Presidente da LAIA Samuel Figueiredo apresentando as propostas da liga

LAIA reunida ao termino do seminário


1º de Dezembro – Dia Internacional de Luta contra a Aids


O que é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids?
                       
Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

Por que o laço vermelho como símbolo?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.


O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades em cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.

Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade. O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupado com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica. O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, o azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na Internet. O laço branco representa a campanha internacional “Homens pelo fim da violência contra a mulher”, lançada no Canadá há vários anos.
Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das cassa quando os maridos morriam e combate.

Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essa causas são igualmente importantes para a humanidade.


O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de dezembro, foi instituído em 1988 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma data simbólica de conscientização para todos os povos sobre a pandemia de Aids. As atividades desenvolvidas nesse dia visam divulgar mensagens de esperança, solidariedade, prevenção e incentivar novos compromissos com essa luta. A iniciativa foi referendada pelo Sistema das Nações Unidas, por meio da Assembléia Mundial de Saúde, e tem o apoio dos governos e organizações da sociedade civil de todos os países. A cada ano, a OMS elege a população/grupo social que registra o maior crescimento da incidência de casos de HIV/aids e define para uma campanha com ações de impacto e sensibilização sobre a questão.

Para mais informações sobre o tema e ate mesmo sobre fóruns e eventos visite a página AIDS.GOV 





terça-feira, 26 de novembro de 2013

SOROTIPO 5 DA DENGUE É DESCOBERTO EM PAÍS TROPICAL.

 Segundo estudo publicado em abril na Nature, a incidência anual global da Dengue é estimada em 390 milhões de casos. Até o momento, as pessoas podem desenvolver quatro infecções pelo vírus, porém uma recente notícia de ter se identificado dengue tipo 5, vem causando uma série de dúvidas. 
Os dados sobre o tipo 5 da doença foram apresentados em uma conferência realizada no final de outubro, em Bancoc, na Tailândia. Cientistas da Universidade do Texas receberam amostras de sangue de uma epidemia de dengue ocorrida em 2007, na Malásia, e ao estudá-lo encontraram um tipo completamente diferente. quanto para o seu controle por meio de vacina, a qual está sendo desenvolvida apenas para os quatro tipos já conhecidos.
"Entretanto, no artigo publicado, não há referência ao quadro clínico do paciente de cujo soro este sorotipo foi isolado. Como um fator de risco para formas graves de dengue é a infecção prévia por outro sorotipo, a constatação da existência de um quinto sorotipo pode aumentar o risco de surgimento de formas graves em pacientes que já se infectaram por outros sorotipos," observa ao adiantar que ainda não encontrou referência que este sorotipo seja mais ou menos virulento que os já conhecidos.
No Brasil o controle dos casos de dengue, até então, é prevenir, evitando a proliferação do mosquito. A descoberta pode tornar ainda mais difícil o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, pois será necessária uma vacina quíntupla, caso se confirme que esse novo sorotipo pode circular também entre seres humanos. 
Sobre o perigo deste tipo de dengue vir para o Brasil, estudiosos brasileiros esclarecem que a descoberta é recente e pelo que diz o artigo, até o momento, este sorotipo somente foi detectado num surto da doença na Malásia, em 2007.  “É possível que esteja circulando atualmente apenas entre macacos daquele país”, pondera ao ressaltar a necessidade de se ficar alerta.


Disponível em http://sbmt.org.br/site/corpo_texto/2557#.UpIOPdKkrdE. Acesso em Nov. 2013.


Recorte feito por: Wanderson Amorim, vice presidente da LAIA- Liga Acadêmica de Infectologia de Araguaína.